terça-feira, 8 de novembro de 2011

Campanha de Doação de Sangue 2011

A campanha de 2010 foi referenciada pela Direção do Hemonúcleo/RB em seu banner!
Ficou Show!!!
        

                                     



Campanha de 2011Turma 3001                




Turma 3002



Turma 3003

Hemonúcleo de Rio Bonito - 08/11/2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Entenda por que o tipo 4 do vírus da dengue preocupa os médicos


Variação não é mais nem menos perigosa que as demais.
Entrada de um novo tipo de vírus aumenta o risco de contágio.

Tadeu MeniconiDo G1, em São Paulo
O avanço do vírus tipo 4 da dengue pelo Brasil é uma ameaça à saúde pública. Não pelo vírus em si, que não é mais nem menos perigoso que os tipos 1, 2 e 3, mas pela entrada em ação de mais uma variação do microorganismo, de acordo com médicos ouvidos pelo G1.
“Em termos de classificação, estamos falando do mesmo tipo de vírus, com quatro variações”, explica Marcelo Litvoc, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “Do ponto de vista clínico, são absolutamente iguais, vão gerar o mesmo quadro”, esclarece o médico.
Saiba reconhecer os sintomas da dengue
A explicação do problema provocado pelo vírus 4 está no sistema imunológico do corpo humano. Quem já teve dengue causada por um tipo do vírus não registra um novo episódio da doença com o mesmo tipo. Ou seja, quem já teve dengue devido ao tipo 1 só pode ter novamente se ela for causada pelos tipos 2, 3 ou 4.
“Quanto mais vírus existirem, maior a probabilidade de haver uma infecção”, resume Caio Rosenthal, infectologista e consultor do programa Bem Estar, da TV Globo. Se houvesse só um tipo de vírus, ninguém poderia ter dengue duas vezes na vida.
A possibilidade da reincidência da doença é preocupante. Caso ocorra um segundo episódio da dengue, os sintomas se manifestam com mais severidade. “Existe certa sensibilização do sistema imunológico e ele dá uma resposta exacerbada”, afirma Litvoc.
Esta reação exagerada do sistema imunológico é um problema. Pode causar inflamações e, por isso, aumenta o risco de lesões nos vasos sanguíneos, o que levaria à dengue hemorrágica. Um terceiro episódio poderia ser ainda mais grave, e um quarto seria mais perigoso que o terceiro.

dengue (Foto: Arte/G1)

10 mitos sobre a dengue


Combate aos focos está em período crítico.
Faça o teste e saiba mais sobre a doença.

Missão para desvendar os mistérios de Júpiter


Nasa lança sonda Juno ao espaço para estudar o maior planeta do Sistema Solar



sábado, 3 de setembro de 2011


Como compreender um Biólogo…
Tenha paciência ao caminhar com ele na rua. É provável que ele faça paradas freqüentes … sempre há uma formiga carregando uma folha gigantesca nas costas ou uma samambaia disposta de uma forma estranha num buraco do muro.
Ele acha isso incrível!!!
Toda vez que vcs entrarem em qualquer assunto que envolva a área dele, ele se empolgará. Finja que presta atenção no que ele diz. Finja que está entendendo também.
Entenda que o conceito de beleza de seu amigo biólogo é um tantinho diferente do seu. Sapos verdes, gosmentos e verruguentos são lindos. Escorpiões, aranhas, opiliões (hein??), ay-ays são todos lindos.
Tente não vomitar quando ele te mostrar as fotos da última necropsia feita num golfinho.
Simplesmente ignore quando o encontrar de quatro, agachado sobre o musgo… e faça o possível para que ele não te veja, pois uma vez que isso acontecer ele começará o discurso em biologuês: “são briófitas! São as plantas mais primitivas! Você acredita que elas não têm nem vasos condutores? E elas ainda dependem da água para a fecundação e…”
É provável que ele prefira ir para o congresso de Mastozoologia ao in vés daquela viagem romântica. Vc quer ajuda-lo? Mostre que há outras coisas no mundo, por exemplo… convide-o para ir a um museu de arte. Ou a um grupo de discussão sobre literatura.
Ele terá tendência a chamar pinheiros de gimnospermas. E a pinha (de onde vem o pinhão) de estróbilo.
Não, ele não é um maníaco suicida se decidir entrar numa jaula para mergulhar com tubarões-brancos. Mas também não deve estar em seu juízo perfeito.
É melhor vc assistir filmes como A Era do Gelo e Procurando Nemo com amigos que não sejam biólogos. Caso contrário, vc ouvirá, durante o filme: “ah, mas baleias não têm essa conexão entre a boca e o nariz, o Marlin e a Dori nunca poderiam ter saído pelo nariz dela!” E quem se importa??

terça-feira, 12 de julho de 2011

Indignação ou indigna nação? "Eis a questão!"

Como querer ser reconhecido como NAÇÃO um país que sequer sabe dar o devido valor ao que realmente tem valor?
Como reeleger um político que não cumpriu nem "1,5%" (já que ele gosta tanto deste número) dos compromissos assumidos durante a campanha?
Porque nomear alguém que nunca soube o que é ter que ensinar conteúdos, muitas vezes enfadonhos (para cumprir "curriculo minimo"), para secretário de EDUCAÇÃO?
De que me serve minha INDIGNAÇÃO diante de uma INDIGNA NAÇÃO?
Indigna, segundo Aurélio Buarque de Holanda, "adj. Que não é digno; que não merece: indigno de perdão. / Mau, odioso: tratamento indigno. / Desprezível; que desonra: conduta indigna. / S.m. Pessoa indigna, vil."
Será que este país do "rouba mas faz" é digno de profissionais doando a vida (como os bombeiros) por tostões?
Será que ser professor é mesmo uma questão de SACERDÓCIO, como muitos teimam em argumentar,na tentativa de me fazer abandonar a luta por um salário DIGNO (o antônimo de indigno)?
Quem usa tais argumentos, saberá o que é sacerdócio, como vive e quanto recebe de remuneração por seus serviços, um sacerdote? Ou acredita que ele não recebe nenhum ordenado?
Quantas quetões, dúvidas de alguém que aprendeu que EDUCAÇÃO não se faz com respostas prontas, com um planinho medíocre de MERITOCRACIA , que não considera a variação NATURAL existente na população HUMANA, que não considera o INDIVÍDUO como uma parte do TODO.
Será que há argumentos, suficientes e fundamentados, para rebater tais questionamentos?
Sigamos firmes até o único final aceito, a VITÓRIA! Vitória da DIGNIDADE, da CONVICÇÃO de estar sendo instrumento para o aprendizado da CIDADANIA, pois como li em uma das faixas usadas pelo movimento "professor que não luta por seus direitos não pode usar a palavra CIDADANIA em suas aulas" (ou algo parecido).
Abraços,
Erika Espindola

quinta-feira, 30 de junho de 2011

UFRJ não terá mais vestibular!

Na sessão desta quinta-feira, 30 de junho, o Conselho Universitário (Consuni)  decidiu que o acesso aos cursos de graduação da UFRJ em 2012 será feito pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pelo Sistema de Seleção Unificado (SiSU), excetuando as vagas para cursos que exijam Teste de Habilidade Específica (THE). Além disso, o percentual de vagas destinadas à ação afirmativa foi ampliado para 30%.
A decisão – resultado de intenso e democrático debate entre pontos de vista conflitantes – decorre da percepção majoritária de que o exame nacional é um instrumento mais democrático para que o acesso à UFRJ (e ao ensino superior público como um todo) seja socialmente mais inclusivo do que o tradicional modelo de prova discursiva elaborado pela própria universidade.
Para o professor Fernando Amorim, representante dos professores associados do Centro de Tecnologia (CT), “o Enem é a possibilidade de termos uma política de Estado para a educação, e não apenas uma política de governo. Temos que olhar o sistema como um todo”, defendeu o professor, para quem, é o momento de a UFRJ participar desse processo.
Marcello Corrêa e Castro, decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), argumentou que a decisão faria a universidade abrir mão de sua autonomia para transferir uma prerrogativa sua ao governo federal, ou fundações por ele contratadas. Na visão do decano, a prova discursiva elaborada pela UFRJ sinaliza às escolas a necessidade de adotarem modelos pedagógicos “menos emburrecedores, menos adestradores”.
Corrêa ressaltou que, em 2011, o concurso de acesso próprio incluiu na UFRJ mais jovens de escolas públicas estaduais do que o Enem, e lamentou que a Comissão de Acesso, do Conselho de Ensino de Graduação (CA- EG) não tivesse sido consultada antes que o Consuni tomasse sua decisão.  “A CA-CEG é onde subsiste o acúmulo das discussões sobre acesso, e ela não possui menor acuidade acerca da função social da universidade”, ressaltou o professor.
A pró-reitora de Extensão, Laura Tavares, destacou, por sua vez, que o Enem oferece a estudantes de todo país uma prova única e gratuita, em vez do modelo antigo de dezenas de vestibulares elaborados por cada instituição, a título oneroso, acessíveis somente à classe média.
Ampliação da ação afirmativaNo decorrer da sessão, o reitor Aloísio Teixeira abriu mão da proposta original da Reitoria, de manter o percentual de vagas, destinadas à ação afirmativa, em 20% em favor da proposta feita por Marcelo Paixão, representante dos professores adjuntos do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), de ampliar a cota para 30%, já para o ano de 2012,e manter o debate para a sua progressiva ampliação.
A proposta de Paixão também recebeu adesões dos estudantes que pleiteavam que metade das vagas fosse destinada às ações afirmativas, e foi aprovada por vasta maioria. Os conselheiros não obtiveram a mesma sintonia na votação seguinte, e quatorze conselheiros defenderam que o critério para ação afirmativa deveria ser somente a renda familiar per capita de até um salário-mínimo, ao passo que outros quatorze conselheiros votaram a favor da proposta original da Reitoria, de combinar esse critério com a exigência de que os beneficiários tenham cursado todo ensino médio na rede pública estadual. Coube ao reitor o voto de Minerva em favor da combinação de ambos os critérios.
Assim, o acesso aos cursos de graduação da UFRJ para 2012 será feito pelo Enem/SiSU (exceto pelos cursos que demandem THE) e 30% das vagas serão destinadas a estudantes da rede pública estadual, cuja renda familiar per capita não exceda um salário-mínimo.


Publicado em:
30/06/2011 em http://www.ufrj.br/mostranoticia.php?noticia=11916_Consuni-aprova-adesao-total-ao-Enem.html

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Textos para leitura e discussão

Teoria da evolução: 150 anos

Primeira apresentação pública dos textos de Darwin e Wallace

Antonio Carlos Olivieri*
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Reprodução
Wallace descobriu a seleção natural ao mesmo tempo que Darwin
Há 150 anos vinha a público uma idéia que revolucionou os estudos biológicos e modificou radicalmente a visão que o ser humano tinha de si mesmo. Em 1º de julho de 1858, na Sociedade Lineana de Londres, um grupo de naturalistas ouviu a leitura dos textos de autoria do galêsAlfred Russel Wallace e do inglês Charles Robert Darwin, nos quais se lançavam os princípios dateoria da evolução.

Na verdade, só no ano seguinte, quando Darwin publicou o livro "Origem das Espécies", a teoria evolucionista - que também se tornou conhecida como darwinismo - produziu todo seu impacto. Entre suas implicações, encontrava-se o questionamento da atuação divina na criação das espécies. A idéia de criação era substituída pela de evolução, regida pelo princípio da seleção natural. Nascia uma polêmica que ainda não se encontra encerrada: evolucionistas e criacionistas continuam a se enfrentar - com maior ou menos afinco - até os dias de hoje.

No entanto, o episódio da leitura dos textos de Darwin e Wallace em 1858 é importante não somente por antecipar a revolução evolucionista, mas também por revelar um aspecto profundamente humano da produção do conhecimento científico. De certo modo, a leitura aconteceu naquela data para garantir a Darwin - que há 20 anos elaborava o evolucionismo - o papel de protagonista na formulação dessa teoria.


Descoberta de Wallace

Em fevereiro de 1858, durante uma jornada de pesquisa nas ilhas Molucas, Indonésia, Wallace descobriu a seleção natural e passou suas idéias para o papel. A seguir, resolveu enviar o manuscrito de sua descoberta para Darwin, naturalista a quem admirava e com quem já havia trocado correspondência. Juntamente com esse texto, seguia uma carta pessoal em que ele pedia ao colega uma avaliação do mérito de sua teoria, bem como o encaminhamento da tese ao geólogo Charles Lyell, um proeminente cientista da época.

Para Darwin, tratava-se de uma surpresa nada agradável. Wallace lhe apresentava uma teoria praticamente idêntica àquela em que o próprio Darwin vinha trabalhando há duas décadas, com grande sigilo, pois estava certo do potencial de polêmica e até de escândalo que ela trazia em si embutida. Desse modo, Darwin passava pelo pior pesadelo de um cientista, a de ter perdido a precedência no descobrimento. Afinal, para a ciência, não importa que Darwin estivesse trabalhando durante 20 anos: o crédito da descoberta seria de quem a publicasse primeiro.

"Toda a minha originalidade será esmagada", escreveu Darwin numa carta a seu amigo Charles Lyell. Para evitar que isso acontecesse, Lyell e o botânico Joseph Hooker - também amigo de Darwin, além de homem influente no mundo científico - propuseram que os trabalhos fossem apresentados simultaneamente à Sociedade Lineana, o mais importante centro de estudos de história natural da Grã-Bretanha, como aconteceu a 1º de julho.

Originalidade darwiniana

Vale a pena registrar que os dois estudiosos não puderam comparecer ao prédio da Sociedade, em Burlington House, Piccadilly, no centro de Londres. Darwin acabara de perder seu filho mais novo, que morrera de escarlatina dois dias antes. Já Wallace continuava suas pesquisas, agora na Nova Guiné, e até então não tinha sequer recebido uma resposta à carta que enviara a Darwin. Isso só aconteceria alguns cerca de três meses mais tarde, período que uma correspondência levava para chegar da capital do Império britânico à Oceania.

É importante ressaltar que não faltam documentos ou provas de que Darwin fez a sua descoberta antes de receber as informações de Wallace. Tudo, por incrível que pareça, não passou de uma imensa coincidência ("Nunca vi coincidência tão impressionante", disse Darwin na carta que enviou a Lyell). Portando-se como legítimo cavalheiro britânico, Darwin dividiu as honras da descoberta com Wallace que, por sua vez, lhe cedeu a primazia na publicação de "Origem das Espécies".

A história, porém, não foi tão gentil com Alfred Russel Wallace: poucos sabem quem ele é hoje em dia, ao passo que o nome de Darwin se tornou célebre como o de um dos maiores cientistas de todos os tempos. 2009 foi comemorado como "ano de Darwin" para lembrar o bicentenário de nascimento do naturalista, assim como os 150 anos de publicação de sua obra fundamental.
(Disponível em http://educacao.uol.com.br/atualidades/evolucionismo-darwin-wallace.jhtm)


Uma breve história da evolução: 150 anos da Teoria da Seleção Natural

Title Page from the Origin of Species © Bettmann/CORBIS 
Nesta semana, mais precisamente no dia 18 de junho, completaram-se 153 anos da finalização da Teoria da Seleção Natural por Charles Darwin. Isto só foi possível devido aos contatos mantidos entre Darwin e Alfred Russel Wallace, que tão logo melhorou da malária contraída na Malásia, enviou uma correspondência ao Naturalista inglês contando-lhe sobre suas idéias a respeito da evolução.
Segundo Richard Dawkins (vale a pena ler o  seu livro “O Relojoeiro Cego” – N.T.), esta foi a mais importante idéia que já ocorreu a um ser humano. Frase esta que corrobora a que foi dita pelo paleontólogo Stephen Jay Gould (indico todos seus livros – N.T.): “A maior revolução ideológica da Ciência”.
Uma breve história da Evolução
Século VI a.C.
A idéia de que as espécies poderiam mudar e evoluir para outras espécies existia antes de Darwin e Wallace criassem a teoria da seleção natural. O filósofo pré-socrático Anaximandro de Mileto apresentou o início das idéias evolutivas[1]. No entanto, esta idéia se sustentou até o final do século 18, com o desenvolvimento das ciências da botânica e geologia, quando a idéia da evolução foi debatida a sério. O problema era simples para os naturalistas, no entanto. Se Deus não criou qualquer tipo de criatura viva, como fez um tipo de animal ou vegetal mudar para outra? O que originou o processo que levou à evolução?
1800 Um dos primeiros mecanismos propostos foi apresentado pelo naturalista francêsJean-Baptiste Lamarck . Ele alegou que características adquiridas por um animal durante a sua vida são transmitidos às gerações futuras. Um animal que desenvolveu músculos ou um longo pescoço passaria estes a sua prole. A idéia foi o primeiro acerto para uma em uma teoria da evolução. Infelizmente foi uma pena para Lamarck, que não tenha sobrevivido ao escrutínio da ciência. Gerações de gatos que tiveram suas caudas amputadas não tenham dado origem a gatos com caudas curtas. Características adquiridas não são herdadas, embora a idéia persistiu como um conceito científico sério para o século 20.
1830-1833 Outro acontecimento-chave no desenvolvimento de um mecanismo que poderia explicar a evolução das espécies foi a publicação dos três volumes de Charles Lyell, Principles of Geology (Princípios de Geologia), entre 1830 e 1833. Lyell alegou que a história da Terra não era de curto prazo ou de transformações violentas e catástrofes, mas uma sucessão gradual de mudanças que tiveram lugar durante longos períodos. Esta visão de um planeta moldado pela minúscula alterações – causadas pela erosão, formação de sedimentos, o impacto do vento e de outros fatores – e que operam ao longo das eras geológicas teve um profundo impacto sobre naturalistas.
1858 As idéias de Darwin e Wallace foram lidas na Linnean Society, em Londres. Os dois homens tinham sido profundamente influenciado por suas observações da fauna silvestre em todo o globo. Em sua volta ao mundo na viagem do Beagle, Darwin tinha também um exemplar do livro Princípios de Geologia, de Charles Lyell, que garantia um embasamento para os seus estudos de animais e plantas nas Ilhas Galápagos e outras partes do mundo. Wallace, por seu lado, tinha feito suas observações na Amazônia e Malásia.
1865 Ao livro A Origem das Espécies, publicado em 1859, faltava uma característica-chave: um entendimento da genética. Esse conhecimento foi fornecido por Gregor Mendel, em 1865, quando seus estudos de plantas o levaram a desenvolver as leis da genética. A unidade básica deste processo é o gene, que é o foco das forças da seleção natural. As leis de Mendel foram ignorados pela principal corrente da ciência até ao início do século 20. Só assim foi possível entender a mecanismos genéticos que sustentam a seleção natural.
1953
Francis Crick e James Watson desvendaram a estrutura – uma dupla hélice – do ácido desoxirribonucleico (DNA), o material de que os genes de todos os seres vivos, das formigas à baleias, é construído. A descoberta permitiu aos cientistas iniciar estudos detalhados sobre o impacto da seleção natural em um nível molecular.
Como Darwin ganhou a corrida evolução São 150 anos desde que Darwin fez um dos mais significativos avanços científicos na história – a teoria da seleção natural. Mas se não tivesse sido por uma jovem ornitólogo do outro lado do mundo, seu trabalho seminal poderia nunca ter aparecido. Robin McKie narra a história por trás do extraordinário livro A Origem das Espécies.

A teoria de Darwin e Wallace: Os quatro elementos-chave 
- Criaturas da mesma espécie diferem umas das outras maneiras em que as características são herdadas. Isto é conhecido como variação. Um exemplo é dado pela tartarugas gigantes do arquipélago Galápagos, que Darwin estudou em pormenores. Entre aqueles que nasceram de mesmos pais, alguns terão pescoços mais longos do que outros.
- Nascem mais criaturas de uma espécie e nem todas podem sobreviver. Esta é a luta pela existência.
- Algumas criaturas da mesma espécie possuem características que lhes darão uma melhor chance de sobreviver e de reprodução do que outros desta espécie. No caso das tartarugas Galápagos, aquelas com pescoços mais longos serão capazes de atingir as plantas mais altas, base da alimentação destes animais, o que constitui uma característica útil quando em períodos de secas a vegetação não está disponível para servir de alimento. Isto é seleção natural.
- Estas características favorecidas são transmitidas às gerações futuras e se acumulam. Durante um longo período, novas formas de vida podem evoluir. Esta é a origem das espécies. Para o caso das Galápagos, nas ilhas mais áridas, o que significou o aparecimento de tartarugas capazes de esticar o pescoço até os ramos mais elevados.
(disponível em http://recantodaspalavras.com.br/2008/06/22/uma-breve-histria-da-evoluo-150-anos-da-teoria-da-seleo-natural/)
Texto condensado, editado e livremente traduzido do artigo
How Darwin won the evolution race. Robin McKie. The Guardian, 22/06/2008.

Acesse também: http://www.ib.usp.br/~jsmorgan/evohist/texto8.html



quarta-feira, 15 de junho de 2011

Trechos da portaria que estabelece novas regras para doação de sangue.

PORTARIA Nº 1.353, DE 13 DE JUNHO DE 2011
Aprova o Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos.
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe confere o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e Considerando a Lei nº 7.649, de 25 de janeiro de 1988, que estabelece a obrigatoriedade do cadastramento dos doadores de sangue, bem como a realização de exames laboratoriais no sangue coletado, visando a prevenir a propagação de doenças; Considerando a Lei nº 10.205, de 21 de março de 2001, que regulamenta o § 4o do art. 199 da Constituição, relativo à coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue, seus componentes e derivados e estabelece o ordenamento institucional indispensável à execução adequada dessas atividades; Considerando Decreto nº 3.990, de 30 de outubro de 2001, que regulamenta o art. 26 da Lei nº 10.205, de 21 de março de 2001, que dispõe sobre a coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue, seus componentes e derivados, e estabelece o ordenamento institucional indispensável à execução adequada dessas atividades; Considerando o Decreto nº 5.045, de 8 de abril de 2004, que dá nova redação aos arts. 3º, 4º, 9º, 12 e 13 do Decreto nº 3.990, de 30 de outubro de 2001, que regulamenta os dispositivos da Lei nº 10.205, de 21 de março de 2001; e Considerando a Consulta Pública SAS/MS nº 24, de 1º de junho de 2010, que submete à avaliação a minuta da portaria que trata dos Procedimentos Hemoterápicos, resolve:
Art. 1º Aprovar, na forma do Anexo a esta Portaria, o Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos.

ANEXO
REGULAMENTO TÉCNICO DE PROCEDIMENTOS
HEMOTERÁPICOS
Seção I

Art. 33. Para a seleção de doador, devem ser adotados medidas e critérios que visem à proteção do doador.

§ 2 O doador de sangue ou componentes deve ter idade
entre 18 (dezoito) anos completos e 67 (sessenta e sete) anos, 11
(onze) meses e 29 (vinte e nove) dias, sendo que:
I - podem ser aceitos candidatos à doação de sangue com
idade de 16 (dezesseis) e 17(dezessete) anos, com o consentimento
formal do responsável legal, para cada doação, sendo que:
a) o consentimento do responsável legal deverá incluir a
autorização para o cumprimento de todas as exigências e responsabilidades previstas ao demais doadores na Seção II deste Regulamento, bem como para submeter-se a triagem clínica, realizar e
receber os resultados da triagem laboratorial na forma prevista nos
arts. 34, 35 e 36 deste Regulamento;
b) os resultados dos testes de triagem laboratorial do doador
somente poderão ser entregues ao próprio doador, na forma prevista
neste Regulamento, não sendo permitida a entrega a terceiros, nem
aos seus responsáveis legais;

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Tudo sobre o poder dos GENES

Não consegui adicionar o vídeo 1 ontem, deixei para hoje, mas o problema persistiu, por isso posto o link.
Parte 2
Parte 3
Parte 4

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Depoimento da Professora Amanda Gurgel - a Educação no Brasil


Faço minhas, as palavras da Professora Amanda Gurgel! Quero deixar claro, entretanto, que este quadro, retratado com tanta propriedade pela professora, não é exclusivo do Rio Grande do Norte. Façamos esta mensagem chegar até o Governador Sérgio Cabral e ao Secretário de Educação Sr. Risolia.

domingo, 8 de maio de 2011

Feliz dia das mães!!!!

Mãe, obrigado pelas mitocôndrias!

Poucas pessoas entendem; esse, aliás, é mais um exemplo da importância daquilo que nós chamamos de “alfabetização científica”. Contudo, boa parte dos alunos do ensino médio sabe o que é uma mitocôndria, e boa parte sabe também que em organismos que realizam singamia (não estamos aqui falando apenas de animais, portanto) as mitocôndrias provêm de apenas um dos progenitores. Na verdade, o mesmo se dá com os cloroplastos, que são transmitidos ao zigoto por apenas um dos gametas responsáveis pela fecundação. As mitocôndrias geralmente provêm dos gametas femininos, enquanto os cloroplastos podem ser provenientes dos gametas femininos ou dos gametas masculinos, dependendo do grupo vegetal em questão.
Uma palavra de esclarecimento pode ser conveniente, numa breve digressão: é muito difundido o conceito de que as mitocôndrias do gameta masculino dos animais, nomeadamente o espermatozóide, não entram no citoplasma do ovócito. Isso é correto para algumas espécies, como o Hamster, por exemplo. Porém, em outras espécies (e esse é o caso do ser humano), ocorre a entrada no ovócito das mitocôndrias do espermatozóide. Essas mitocôndrias, logo depois de entrarem no ovócito, são ubiquitinadas e marcadas para destruição. Eventualmente a ubiquitinação falha, o que explica alguns raros casos de material mitocondrial paterno num organismo animal.
Mas por que é tão importante, uma vez que se trata de um processo praticamente ubíquo, que as mitocôndrias que constituem o zigoto (e, por conseqüência, todo o futuro organismo) sejam originadas de um só dos gametas? As hipóteses mais aceitas para explicar a herança uniparental (ou seja, de apenas um dos progenitores) desse material genético citoplasmático são baseadas em modelos matemáticos que nos mostram que, caso houvesse uma mistura de linhagens mitocondriais no zigoto, processos seletivos poderiam fazer com que uma linhagem se reproduzisse mais que a outra, independentemente das vantagens que essa linhagem pudesse trazer para o seu portador (na verdade, as linhagens que se reproduziriam mais rápido normalmente seriam as menos vantajosas energeticamente…). Assim, para evitar aquilo que chamamos de “guerra citoplasmática” ou “guerra mitocondrial”, as mitocôndrias ou qualquer outra estrutura citoplasmática provida de genoma (como o cloroplasto) devem ser provenientes de apenas um dos progenitores.
Seriam as mitocôndrias (no centro, em azul) a razão para a ocorência de apenas dois tipos sexuais? (fonte: Science Photo Library)
E aqui chegamos ao objetivo inicial dessa breve nota: mostrar que esse mesmo fenômeno, a herança uniparental dos genes citoplasmáticos, é a principal razão para a existência de apenas dois sexos!
Em primeiro lugar, convém deixar bem claro o que estou chamando de sexo, ou tipo sexual. É fácil perceber que não poderíamos ter uma espécie que realiza reprodução sexual com apenas um tipo de organismo, em relação ao modelo de gameta que ele produz: não adianta nem mesmo imaginar que esse gameta possua em sua superfície estruturas protéicas capazes de reconhecer qualquer outro gameta de sua espécie, pois caso fosse assim, os gametas unir-se-iam na própria gônada do indivíduo, formando uma massa aglutinada de células gaméticas. O que eu estou tentando mostrar é a necessidade, desde os primórdios da reprodução sexuada, de pelo menos dois tipos sexuais: um tipo que produza um gameta, que chamaremos de gameta A, e outro tipo sexual produzindo outro gameta, que chamaremos de gameta B. As estruturas protéicas da superfície dessas células são tais que haveria um o reconhecimento específico, ou seja, domínios protéicos do gameta A ligando-se a domínios protéicos do gameta B, levando à fecundação (logicamente, não haveria união de dois gametas A, nem de dois gametas B, por não haver esse reconhecimento específico).
Contudo, a ocorrência de somente dois tipos sexuais nos cria uma notória restrição: supondo que você se encontre em uma população com iguais quantidades dos dois tipos sexuais, apenas 50% dos indivíduos são parceiros sexuais em potencial. Por outro lado, se possuíssemos três sexos, 66% dos indivíduos presentes seriam parceiros sexuais em potencial (uma vez que você não pode cruzar com o seu mesmo tipo sexual). Com cinco sexos, 80% dos presentes seriam potenciais parceiros, e assim por diante. Um artigo de Laurence Hurst, publicado na Proceedings of the Royal Society B, intitulado “Why are there only two sexes?”, inicia exatamente com essa observação:
Populations of most isogamous protists have gametes that belong to one of only two mating-types (alias sexes). That this should be so is paradoxical for, if there is any cost involved in the finding of a mate, then a gamete of a third mating-type would, at the point of invasion, be able to mate with the first gamete it encounters, hence suffering the minimum possible costs. The expectation is hence that the number of mating-types in most isogamous species should tend towards infinity. By the same logic, two mating-types is the least expected state.
Apesar disso, os sistemas com dois sexos são a notável regra. Por quê? A melhor hipótese para explicar isso, elaborada pelo próprio Hurst, tem a ver com o que havíamos discutido anteriormente: a herança uniparental dos genes citoplasmáticos.
Majerus, em seu excelente “Sex Wars” (veja o link para a Amazon na página “prateleira”), nos dá uma explicação bem didática: A herança uniparental das organelas possuidoras de genes é uma necessidade, como havíamos falado antes. Num sistema de dois sexos, é fácil definir que um sexo, que chamaremos de sexo A, é o sexo que transmitirá ao zigoto as mitocôndrias. O outro sexo, chamado de sexo B (que podemos também chamar de sexo não-A), não transmite mitocôndrias. Contudo, essa simpática assimetria é quebrada se pusermos em jogo um terceiro, ou um quarto, ou um quinto sexo. Suponhamos três sexos, A, B e C. No cruzamento de A com B, A doa as mitocôndrias. No cruzamento de A com C, A doa as mitocôndrias. Mas quem doa as mitocôndrias no cruzamento de B com C? E, mesmo que elaborássemos um sistema para essa decisão, as mitocôndrias totais da população seriam notavelmente diversas.
Uma elegante comprovação dessa hipótese é o número de sexos em indivíduos que realizam conjugação, como os famosos protozoários paramécios. Uma vez que os conjugantes não trocam genes citoplasmáticos, mas apenas material genético dos micronúcleos, nada impede que eles fiquem restritos a apenas dois tipos sexuais. Na verdade, em alguns protozoários conjugantes, são encontrados números tão grandes quanto oito tipos sexuais!
Publicado originalmente em maio 15, 2010 por Gerardo Furtado

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

3º Ano/EM
Seguem os vídeos da aula de 15/02/11.
Mendel e a ervilha






O assunto é:GENÉTICA